No blog de Sérgio Jacomino, Oficial Registrador em São Paulo, artigo elucidativo atacaou problemas fundiários seculares. Comentei: "Alguém deveria investigar o problema dos 'ciclos de concessão de usucapião'. Em síntese: a propriedade é, hoje, adquirida por meio da prescrição aquisitiva, mas nos anos seguintes, será transmitida por meio de esquálidos contratos particulares (as famosas 'escrituras particulares'); daqui a vinte, trinta anos, nova sentença declaratória de usucapião será exarada; e assim sucessivamente. No caminho, quebra a toda sorte de princípios registrais!"
No dia seguinte, o amigo Eduardo Oliveira, Oficial Registrador em Iguape, SP, completou: "Caro Lafaiete, além do usucapião cíclico, usado como remédio para a doença causada pela total falta de respeito aos profiláticos princípios registrais e notariais, ainda temos a fomentar os grilos, a total desidia da União, dos Estados e Municípios em começar e terminar as discriminatórias (nas 3 fases) de terras devolutas. Estou num município onde 70% ainda é terra devoluta não discriminada e nos outros 30% ainda não se encerram a demarcação e legitimação das posses, dando margem a uma sem fim de cessões de direitos possessórios e hereditários que sequer passam perto das portas dos Registros de Títulos e documentos.
Pior de tudo, contudo, é ouvir dos doutos e proprietários que 'ali é tudo assim mesmo e está tudo certinho'. Conviveremos com este barulho até quando?"
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