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Terra do Meio


A grilagem de terras no Pará ocorre há décadas.

O repórter Marcelo Canellas conseguiu, com o programa Terra do Meio revelar para o país um mundo de ilegalidade, um submundo fundiário, um inferno.

O blogue a respeito do programa é leitura obrigatória. Padres e bispos são jurados de morte, porque lutam contra grileiros e fazendeiros gananciosos e assassinos. Clique aqui.

Post do dia 12 de dezembro relata: "A série Terra do Meio - Brasil Invisível, apresentada no Bom Dia Brasil na semana de 3 a 7 de dezembro, recebeu menção honrosa do movimento humanos direitos, nesta terça-feira (11) à noite, no Rio de Janeiro.

Foi durante a entrega do Prêmio João Canuto ao repórter Marcelo Canellas (foto). A ONG, presidida pela atriz Dira Paes, executa e apóia projetos de erradicação do trabalho escravo e infantil e de desenvolvimento sócio-ambiental."

Quase hai torce por que a combativa governadora Ana Júlia Carepa consiga capitanear movimento pela entrada do Estado do Pará na legalidade, no respeitante à regularização da posse e do domínio da terra pública e privada. O que é trabalho hercúleo, em razão de infinitas dificuldades. O problema da titulação das terras, por exemplo. Na maioria dos casos, uma varredura deve ser feita em cartórios. A solução, para a morosidade da Justiça, passa, também, pela realização de mutirões para conclusão de processos que se arrastam há anos.

A abjeta lista de jurados de morte, denunciada pelos movimentos sociais e pela CNBB, por meio da Comissão Pastoral da Terra (clique aqui) é prova inequívoca de que na Terra do Meio o Estado Democrático e de Direito é uma falácia, uma ficção.

NOTA. A série de programas sobre a grilagem no Pará poderia fazer importante comentário. O governo Federal pretende contratar, em 2008, milhares de servidores públicos, inclusive agentes ambientais e policiais federais. A oposição, inacreditavelmente, critica a futura realização de concursos públicos. Ora, sem a ação do Estado, por meio de mais pessoal qualificado, o crime, de fato, campeia.

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